quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Copa dos sonhos

No blog do jornalista Juca Kfouri (link ao lado, no "Veja Também") está acontecendo a "Copa dos Sonhos". É uma copa fictícia, onde comentaristas de nome e alguns com nem tanto nome assim (né Renato Maurício Prado?) imaginam como seriam os confrontos entre as seleções do Brasil de 1958, 1962, 1970, 1982, 1994 e 2002.

Até o presente momento, esse campeonato tem a seguinte classificação:
1º. 1970...: 5 pontos (3J, 1V, 2E);
1º. 1982...: 5 pontos (3J, 1V, 2E);
1º. 1962...: 5 pontos (3J, 1V, 2E);
4º. 1958...: 4 pontos (2J, 1V, 1E);
5º. 1994...: 1 pontos (2J, 1E, 1D);
6º. 2002...: 0 pontos (3J, 3D);

É um absurdo o que estão fazendo com as seleções de 2002 e de 94. Tudo bem que é uma copa fictícia, que esses jogos nunca ocorrerão. Tudo bem que existia um tal de Pelé (hehe) e alguns outros bons jogadores nas seleções de antigamente. Mas ignorar o fato de serem seleções (94 e 2002) coesas, bem formadas e com uma área defensiva muito mais estruturada, com marcadores mais técnicos e pegadores é um absurdo.

Até por volta de 1986 se amarrava cachorro com linguiça. O Garrincha fazia o que fazia pois os zagueiros eram ingênuos. Hoje, o Mané não seria mais do que o Kerlon Foquinha - isso se jogasse, já que qualquer exame médico dos dias de hoje o desclassificaria por ele ter as pernas tortas. Em um provável confronto entre Garrincha e a seleção de 2002, Felipão, astuto como era, colocaria alguém para marcá-lo de perto, e se o ex craque insistisse em fazer firulas (jogador de circo? Denilson?) alguém, com certeza, se encarregaria de "chegar junto" e mandá-lo ao D.M. (Departamento Médico) - o que não é o correto, mas é o que acontece.

Fora isso não existiam marcadores bons. Era um ou outro - hoje em dia esses zagueiros não jogariam nem no Juventus da Rua Javari. Queria ver um zagueiro de 58, 62, 70 ou 82 correndo atrás do Fenômeno, do Ronaldinho, do Rivaldo - pobres marcadores. Ver o Marcos tomar gol de chute de longa distância ou de falhas naquela época? Nem pensar.

E a condição física? Sem comparação. Os jogadores da seleção de 2002, e muitos da de 94 estavam com os cascos afiados nesse quesito. Já os antigos defensores da escrete canarinho, bom, é melhor nem comentar.

Os saudosistas insistem em dizer que naquela época o futebol era romântico, bonito, vistoso, praticamente um balé. Agora eu pergunto: você prefere seu time jogando bonito ou sendo campeão? Nas rodas de bar Brasil a fora, quando estiverem massacrando você e seu time pela perda de uma competição, não amenizaria o fato de "ter jogado bonito". E outra, quer ver balé? Vá aos lugares onde ele ocorre. Certamente não será em um campo de futebol.

Isso precisa acabar. Um grupo com nível bom é infinitamente melhor que 1 ou 2 jogadores excelentes sozinhos.

Bando de fanfarrões.

E o mais engraçado (ou seria verdadeiro?) foi o comentário feito por um visitante na postagem de 62 4 x 2 2002 (por Renato Maurício Prado):

Se esse jogo fosse real, a cronica desveria começar com o Renato Maurício Prado falando que descobriu uma transação secreta para vender o Mané para um time inglês... Depois descobiriam que era mentira...